
Stálin
Rei inglês (1509-1547) nascido em Greenwich, próximo de Londres, conhecido por ter provocado a ruptura da Inglaterra com a Igreja Católica, criando a Igreja Anglicana ou Episcopal, com o rei da Inglaterra como seu chefe supremo e o arcebispo de Canterbury como seu líder espiritual. Filho de Henrique VII da Inglaterra, tornou-se herdeiro do trono da Inglaterra (1502), após a morte do irmão mais velho (1502), Artur, foi coroado (1509) e casou-se a seguir com Catarina de Aragão, a viúva de seu irmão e filha de Fernando e Isabel da Espanha, os reis católicos. Poliglota, esportista e estudioso de teologia, opôs-se a doutrina de Lutero, o que lhe valeu o título de defensor da fé, concedido pelo papa Leão X. Na primeira etapa de seu reinado, a atenção do governo, dirigido pelo arcebispo de York e cardeal Thomas Wolsey, centralizou-se na política exterior. Por causa do casamento, manteve a aliança com a Espanha e enfrentou os franceses, aos quais venceu em Guinegatte (1513), porém, após a batalha de Pávia (1525), reaproximou-se da França para evitar a hegemonia espanhola. A busca de uma descendência masculina, pois Catarina só lhe havia dado uma filha, Maria, mais tarde, Maria I Tudor, levou-o a solicitar ao papa Clemente VII, a anulação do casamento (1527). Como Catarina era tia do imperador Carlos V e I da Espanha, e o pontífice, que havia sido pressionado por este, após o saque de Roma (1527), negou o divórcio ao monarca inglês. Com uma postura contrária à Reforma luterana e com o apoio do Parlamento e do povo, descontente com os privilégios e poderes eclesiásticos, rompeu com o papa, fundou e nomeou-se chefe da Igreja na Inglaterra (1532). O Parlamento aprovou o Estatuto de Supremacia, que o transformou oficialmente chefe supremo da Igreja da Inglaterra ou Anglicana. Obteve, então, a anulação de seu casamento (1533) e oficializou sua união com a amante Ana Bolena. Substituiu seu homem forte Wolsey por Thomas Cromwell e impôs um poder autoritário, inclusive com a execução de seus opositores como de seu antigo amigo Thomas More, um dos mais brilhantes humanistas da época, por este se negar a reconhecer a supremacia religiosa do monarca. Ordenou o confisco dos bens eclesiásticos, acabou o feudalismo, exerceu maior controle sobre o Parlamento e anexou à Inglaterra os territórios da Irlanda e do País de Gales. Transformou a Inglaterra em grande potência naval e derrotou os escoceses em Solway Moss (1542), embora não tenha conseguido submeter o reino da Escócia a sua coroa. Com Ana Bolena teve uma filha, a futura Elizabeth I, que por não lhe proporcionar um herdeiro varão foi decapitada (1537) sob a duvidosa acusação de adultério. Casou-se mais quatro vezes. Seus últimos anos do reinado transcorreram adoçados pela influência da boa e sábia Catarina. Mas uma infecção, que desde anos o fazia sofrer, estendeu-se ao corpo todo e o rei faleceu (1547), em Londres.
OBSERVAÇÃO: As igrejas Católica e Anglicana são semelhantes quanto à profissão de fé, a liturgia e os sacramentos, mas a igreja episcopal não reconhece a autoridade do papa e admite mulheres como sacerdotes. A primeira mulher consagrada (1989) e a exercer o ministério episcopal foi a reverenda Barbara Harris, da diocese de Massachusetts (EUA). A Reforma Anglicana ainda sofreu uma reação católica, com o reinado de Maria Tudor (1553-1558). Seu casamento com Felipe II da Espanha transformou a reforma religiosa numa questão nacional. Porém sob Elisabeth I, foi renovada a soberania da Coroa sobre a igreja e ratificada a liturgia anglicana, tendo por base a confissão calvinista reformada (1559).